O 2º Seminário de Crédito Imobiliário, realizado nesta sexta-feira (29/08) na sede do Sinduscon-RS, reuniu lideranças e especialistas para debater o futuro do setor.
Em comum, todos os palestrantes e o presidente do Sindicato reforçaram que o problema atual do crédito imobiliário no Brasil não é a escassez de funding, mas sim o alto custo do financiamento, impactado pelas taxas de juros elevadas.
O presidente do Sinduscon-RS, Claudio Teitelbaum, destacou que a Selic na casa dos 15% encarece o capital e freia a indústria.
O presidente executivo do Secovi-SP e presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, Ely Werthein, ressaltou que o mercado de capitais tem recursos abundantes, mas inviabilizados pelo preço. “O custo do dinheiro, que atinge não só o mercado imobiliário, mas todos os negócios no país”, disse.
O diretor executivo da Abecip, Filipe Pontual, apresentou dados que mostram queda de 58% nas concessões de crédito para construção em 2025, reforçando a necessidade de diversificação do funding. “O crédito imobiliário exige novas estruturas para ampliar sua participação no PIB, hoje em torno de 10%”, afirmou.
O superintendente de Produtos Imobiliários do Banrisul, Carlos Meireles, mostrou que o Estado registrou retração no financiamento, mas que o banco mantém uma carteira de R$ 6,55 bilhões.
O diretor executivo de Habitação da Caixa, Roberto Ceratto, destacou R$ 926 milhões em financiamentos em 2025 e inovações como o Nato-Digital e a tokenização habitacional via DREX, que garantem mais agilidade e segurança.
Já a representante do BTG Pactual, Gabriela Nogueira, alertou para os impactos da Reforma Tributária sobre os fundos imobiliários e defendeu incentivos fiscais como instrumentos fundamentais de política pública.